Falta transparência em conselho que administra verba milionária
Para atestar que o PL 114/2016 não tem qualquer vício, o Executivo anexou comprovação de que a minuta foi aprovada pelo Conselho de Saneamento. De fato, conforme ata de reunião extraordinária realizada em 28 de novembro, cinco dos nove membros aprovaram a proposta: Liane Lima, secretária do Ambiente; José Carlos Bruno, presidente da CMTU; Rodrigo Brum, coordenador do Procon; o próprio Valmir Matos; e o gerente da Sanepar, Sérgio Bahls. Outros três conselheiros, representantes da sociedade civil, não estavam presentes. E um dos cargos de conselheiro, que deveria ser ocupado por ONGs ambientais, ainda está vago.
"Todos os conselheiros são convocados conforme o regimento do conselho. O não comparecimento deste ou daquele é um problema do conselheiro que não foi. As faltas são justificadas", disse Matos.
Quem procurar qualquer informação sobre o Conselho de Saneamento, que administra este volume milionário de recursos, nada vai encontrar no site da Prefeitura de Londrina. Não há sequer os nomes dos conselheiros, publicados apenas no Jornal Oficial na data que foram nomeados. Também não há informações básicas sobre datas ou local das reuniões para que a comunidade e interessados possam acompanhar. As atas das quatro reuniões realizadas até agora nas quais foram escolhidos projetos para serem financiados com a verba também não estão disponíveis.
O secretário nega falta de transparência, afirmando que as licitações das obras aprovadas no conselho de saneamento estão disponíveis no link de licitações, porém, admitiu que não há qualquer outra informação pública. "É pelo fato de ser um conselho recente", justificou.(L.C.)





