Falta sustentabilidade política nas ações ambientais, diz Marina
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terça-feira, 02 de outubro de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A ministra do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Renováveis, Marina Silva, disse ontem em Curitiba que o Brasil sofre de falta de sustentabilidade política para fazer com que as ações de preservação e conservação do ambiente saiam do papel e se transformem em prática social.
Marina contou que há 15 anos viu um projeto de importância ambiental nascer no Congresso Nacional para preservação da Mata Atlântica. As filhas dela cresceram, começaram a namorar e o projeto sequer havia sido aprovado pelos deputados federais.
''Temos que nos envolver cada vez mais em políticas que protejam a natureza e envolva a sociedade, os ministérios e a Presidência da República. Temos que ter programas fortes. Não podemos nos curvar às forças que buscam o desmatamento e o desrespeito ao ambiente'', apontou a ministra, que esteve ontem na reunião semanal do secretariado para assinar convênios com o governo do Estado.
Um dos convênios assinados é o que efetiva o Programa Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE). O ZEE faz parte da Política Nacional do Meio Ambiente, instituído pelo Ministério em 1991, quando a Amazônia Legal teve seu zoneamento pronto. O objetivo é assegurar a qualidade ambiental, do solo e dos recursos hídricos, preservação da biodiversidade e dos ecossistemas, promovendo o desenvolvimento sustentável.
A ministra participou ainda das assinaturas de decretos de ampliação das áreas do Parque Estadual Pico do Marumbi e do Parque Estadual do Cerrado. Além disso, foram criadas duas Unidades de Conservação: o Parque Estadual de Palmas, que leva o nome do município onde será instalado, e o Parque Estadual Vale do Codó, em Jaguariaíva.
O Parque Estadual Pico do Marumbi, na Serra do Mar, teve sua área de 2,3 mil hectares ampliada em quatro vezes - chegando a 8.745 hectares. Desde 1999 o Parque Pico do Marumbi é reconhecido pela Unesco como parte integrante do Sítio do Patrimônio Mundial da Natureza, protege ecossistemas da Floresta Atlântica e belezas naturais em estado primitivo.
Outro parque que teve sua área ampliada foi o Parque Estadual do Cerrado, localizado entre os municípios de Sengés e Jaguariaíva - passando de 420 hectares para mais de 1,8 mil hectares.


