'Falta gestão', critica senador do PT
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segunda-feira, 09 de julho de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os constantes atrasos na entrega de medicamentos excepcionais para pacientes de doenças crônicas colocam o Paraná entre os estados brasileiros em estado de emergência. A avaliação, do senador Flávio Arns (PT-PR), é que não existem justificativas plausíveis para que os remédios não sejam comprados. ''O Paraná é colocado em Brasília como um estado em situação de emergência. O pessoal lá não entende o porquê do Paraná não ter feito as compras de medicamentos essenciais. Todos acham estranho o governador Roberto Requião (PMDB) ter avocado para si a compra dos medicamentos excepcionais e ter suspenso vários remédios importantes para o tratamento de pacientes crônicos'', advertiu o senador.
Em recente entrevista à FOLHA, o governador Requião informou que não mais investiria na compra de medicamentos considerados excepcionais não inscritos na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) - que obrigatoriamente devem ser comprados pelos governos estaduais. Requião argumenta que existe uma máfia dos medicamentos no Paraná, comandada por laboratórios multinacionais, que obrigaria o Estado a comprar medicamentos excepcionais com preços ''arbitrários e absurdos'', sem qualquer comprovação de eficácia.
O argumento de Requião não é aceito pelo senador. Segundo ele, o problema no Estado é de gestão. Para Arns, a situação atual é balizada pelo problema de caixa em que vive o governo do Estado - que não aplicaria os 12% exigidos pela legislação federal em saúde. ''Estima-se que o gasto do Paraná em saúde fique em 7%. Mas não existem dados confiáveis.''
Os doentes de parkinson também reclamaram ontem da falta de medicamentos esta semana, através da Associação Paranaense dos Portadores de Parkinson. Segundo o presidente Jorge Magno Lima, a associação recebeu medicamentos na semana passada e não sobrou nenhum. O remédio em falta é o levodopa/carbidopa. ''A situação é o caos'', disse.


