Falta dinheiro para as campanhas
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quinta-feira, 04 de julho de 2002
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Se o dinheiro faz o mundo e as eleições girarem, pode faltar combustível até outubro. Os políticos estão prevendo dificuldades na hora de arrecadar dinheiro para pagarem as campanhas. O nervosismo do mercado e a desconfiança em relação à política estão fazendo com que o empresariado relute em contribuir com os candidatos.
Além da conjuntura econômica desfavorável, os custos da campanha também aumentaram. ''Nunca vi uma campanha tão cara. Com o eleitor mais arredio, quem quiser se eleger vai ter que gastar mais dinheiro com propaganda. Tem muita gente desistindo da candidatura porque não vai ter condições de bancar a campanha'', comenta o presidente do PSDB, Basílio Villani.
As cotações variam, mas há um consenso entre os partidos de que quem quiser se eleger deputado federal vai que gastar, no mínimo, R$ 500 mil. Para Villani, a previsão é até otimista. ''Calculo que uma campanha para Câmara dos Deputados não vai sair por menos de R$ 1 milhão'' afirma.
O vice-presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Claudio Slaviero, acredita que os políticos vão ter que suar para conseguir dinheiro. Embora doações para a campanha possam ser debitadas do Imposto de Renda, as empresas devem se precaver. ''Está todo mundo retraído. E outros fatores influem também, além da insegurança do mercado. O perigo de ter o nome da empresa envolvido em alguma denúncia depois assusta algumas pessoas'', comenta Slaviero. Recentemente, denúncias de caixa 2 nas campanhas do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), e na de Roseana Sarney (PFL), à presidência, foram publicadas na mídia.


