Falta de quórum pode mudar sessões da Assembléia
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quarta-feira, 06 de agosto de 2008
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - As sessões plenárias de quarta-feira à tarde na Assembléia Legislativa (AL) podem ser antecipadas para o período da manhã. A alteração deve ocorrer por conta das eleições municipais de outubro, que já afetaram a rotina da Casa. Ontem, dos 54 parlamentares, apenas 31 nomes estavam registrados no painel eletrônico por volta das 15h30. Dos 12 candidatos inscritos ao pleito, oito não estavam lá: Bete Pavin (PMDB), Cleiton Kielse (PMDB), Edgar Bueno (PDT), Elton Welter (PT), Ênio Verri (PT), Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Reni Pereira (PSB) e Rosane Ferreira (PV), que já pediu licença dos trabalhos na Casa por conta das eleições.
Já o candidato pelo PTB à Prefeitura de Curitiba, Fábio Camargo, repetiu um hábito ao ficar menos de cinco minutos no plenário, tempo suficiente para registrar sua presença no painel eletrônico. Para que a votação de matérias ocorra é necessária a presença de, no mínimo, 28 parlamentares. As votações hoje ocorrem as segundas, terças e quartas-feiras a partir das 14h30.
O primeiro-secretário da Casa, Alexandre Curi (PMDB), informou que os membros da Mesa Diretora devem se reunir segunda-feira para decidir se alteram ou não os horários das sessões plenárias. A antecipação do encontro de quarta-feira, segundo Curi, facilitaria a ida de parlamentares às suas bases, onde ajudam correligionários na campanha. Entre os 12 que estão diretamente envolvidos na disputa, apenas Rosane Ferreira pediu licença de 60 dias. Ênio Verri (PT)também anunciou que pretende se licenciar pelo mesmo período.
Quando o prazo de licença é inferior a 120 dias, a posse do suplente não é necessária. Pelo artigo 65 do Regimento Interno, licenciado para tratar de interesses particulares não terá direito à remuneração. Segundo Curi, o licenciado perde, então, o subsídio mensal (de cerca de R$ 12 mil), mas continua recebendo as demais verbas, para contratação de pessoal e para despesas de escritório (quase R$ 70 mil mensais). ''Eles não podem exonerar seus funcionários por conta de uma licença de dois meses'', argumentou.
Antonio Belinati (PP), que disputa as eleições em Londrina, e Jocelito Canto (PTB), que concorre em Ponta Grossa (PTB), não devem se licenciar. Para eles, a presença no plenário também conta ponto na conquista do eleitorado. ''Se eu não trabalhar aqui, o povo vai pegar no meu pé'', justificou Belinati, acrescentando que se dedica à campanha eleitoral de quinta a domingo.
Curi acredita que o candidato com mandato eletivo só tem ''desvantagens''. ''Eu sugiro a licença, porque o candidato que faz campanha eleitoral todo dia sai na frente.''


