Curitiba - Apenas 26 dos 54 deputados estavam presentes ontem na Assembléia Legislativa, menos do que o mínimo necessário para que algum projeto de lei pudesse ser votado no plenário. O Regimento Interno prevê a presença de, no mínimo, 28 parlamentares. Na ordem do dia estavam previstos sete itens, sendo que seis projetos de lei eram pedidos de associações e institutos para obterem declaração de utilidade pública, documento necessário para estabelecer parcerias com administrações públicas, por exemplo. O outro projeto de lei, de autoria do peemedebista Cleiton Kielse, institui a Semana Estadual de Segurança e Saúde no Trabalho.
A ausência de alguns parlamentares já era esperada porque um grupo de políticos acompanhou a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Foz do Iguaçu. Lula inaugurou ontem duas unidades geradoras da hidrelétrica de Itaipu. Foram a Foz o líder do Governo na Assembléia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), e o deputado estadual Osmar Bertoldi (DEM), que foi representando o presidente da Casa, Nelson Justus (DEM). Além deles, os deputados Alexandre Curi (PMDB), Caíto Quintana (PMDB), Nereu Moura (PMDB) e Luiz Nishimori (PSDB) viajaram ao Japão no final da semana passada, na missão comandada pelo governador Roberto Requião (PMDB), e só devem retornar daqui cerca de 15 dias.
Antes do presidente abrir para a votação das matérias, porém, haviam 29 parlamentares no plenário, número suficiente para iniciar as discussões dos projetos de lei. Nos bastidores, comentava-se que alguns aliados do governador Requião que estavam presentes no início da sessão optaram por se retirar. ''Quero que fique registrado que dos 26 parlamentares presentes, 17 são da base da oposição'', disse Élio Rusch (DEM). Na ordem do dia, não havia nada polêmico a ser votado. Somente o requerimento do deputado Ney Leprevost (PP), pedindo explicações à Secretaria Estadual de Saúde em relação ao atraso na compra de medicamentos poderia ter entrado em votação. O líder do PMDB, Waldyr Pugliesi, negou que os aliados ''esvaziaram'' o plenário para evitar a votação.

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