Brasília- A fragilidade da base de apoio do governo foi ontem novamente exposta, pela terceira vez na semana, com a falta de quórum na sessão da Câmara que seria contabilizada na determinação de prazo para a tramitação da reforma da Previdência.
Estavam em plenário 47 deputados, cinco a menos do que o número mínimo necessário. O líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), minimizou o fato, alegando que a não-realização da sessão não atrasará o calendário da votação. Rebelo lembrou que somente na quinta-feira termina o prazo para os deputados emendarem a reforma. ''Acho que devemos encarar isso com naturalidade, não cometemos nenhuma falha grave'', alegou.
Ainda assim, ele disse que conversará com os líderes para que eles ''ampliem a garantia das presenças da base do governo''. ''Não serei bedel de deputados ou de líderes'', alegou. ''Todos aqui são maduros, experientes e responsáveis politicamente com os compromissos que estabelecerem com suas bases'', alegou.
Na última terça-feira, o governo foi surpreendido pela rejeição no Senado do nome do ex-deputado Luiz Alfredo Salomão (PDT-RJ), indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

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