Falta de quórum emperra reforma da Previdência
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sexta-feira, 15 de agosto de 2003
Agência Estado 
Brasília - Depois de fazer concessões e deixar de economizar R$ 3 bilhões com a reforma da Previdência, o governo deverá ser obrigado a atrasar em uma semana a conclusão da votação da proposta na Câmara. Sem o quórum mínimo de 51 deputados, ontem, não foi aberta a sessão que contaria prazo para a votação, em segundo turno, da reforma na noite da quarta-feira. Faltou apenas um deputado, uma vez que 50 marcaram presença. Com isso, a reforma deverá ser concluída somente na última semana de agosto.
Dos 50 deputados presentes ontem de manhã, 39 eram da base aliada ao Palácio do Planalto. Apenas dois líderes de partidos governistas compareceram ontem pela manhã à Câmara: Aldo Rebelo (PC do B-SP), líder do governo, e Nelson Pellegrino (BA), líder do PT. Dos mais de 90 deputados petistas, apenas 21 marcaram presença. O vice-líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (PT-SP), que não estava ontem em Brasília, reclamou da falta de empenho dos aliados para garantir o quórum.
''Fiquei chateado porque os partidos da base assumiram um compromisso. O PMDB só tinha três deputados. O PC do B e o PTB só tinham um deputado cada um e o PPS nenhum. O PT cumpriu o acordo e colocou 21 deputados'', afirmou Professor Luizinho. Segundo ele, os líderes dos partidos aliados se reunirão na segunda-feira para decidir se é possível votar a reforma da Previdência na quinta-feira à noite. A proposta só será votada, no entanto, caso haja a garantia de que pelo menos 330 deputados da base estarão presentes e votarão favoravelmente à reforma.


