Arquivo FolhaAécio Neves, líder do PSDB, irritado com a suspensão da sessãoTrês semanas de tentativas foram insuficientes para o governo garantir o apoio de sua base parlamentar e aprovar a reforma previdenciária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Ontem, mais uma vez, a votação do parecer do relator Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) foi adiada porque os deputados não compareceram à comissão. Os líderes aliados farão hoje de manhã uma última tentativa de votação, mas eles próprios admitem que o projeto deverá ficar para a convocação extraordinária de janeiro.
‘‘Dificilmente conseguiremos aprovar amanhã (hoje)’’, avaliou o líder do PMDB, deputado Geddel Vieira Lima (BA). ‘‘É um assunto muito complexo e estamos num final de sessão legislativa’’, ressaltou. O principal motivo para a crise da base governista com a reforma continua sendo a cobrança de contribuição previdenciária de servidores públicos inativos. Essa proposta, já rejeitada pela Câmara, acabou novamente incluída na reforma pelos senadores.
Depois de terem fracassado em quatro tentativas de votação, os líderes governistas passaram por um novo vexame ontem. Em plena quarta-feira, dia de maior presença de deputados na Casa, o presidente da CCJ, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), teve de suspender a sessão por falta de quórum. Depois de aguardar por duas horas a chegada dos parlamentares, Henrique Alves ligou para Geddel. ‘‘Já passou das 11 horas e os líderes governistas não trouxeram suas bancadas’’, contou por telefone. ‘‘Vou suspender a sessão, o que acha?’’, perguntou. ‘‘Suspenda sim’’, respondeu Geddel Lima.
Os deputados que se opõem à reforma comemoraram na sala da comissão, atraindo a atenção dos líderes do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), e do PSDB, Aécio Neves (MG), que estavam próximos do local. ‘‘O que foi isso?’’, perguntava indignado o líder tucano. ‘‘O presidente não podia ter encerrado a sessão assim porque estávamos negociando a Lei Pel钒, justificou.

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