Falta de quórum adia votação da reforma da Previdência
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quarta-feira, 10 de setembro de 1997
Agência Estado Brasília 
A falta de quórum em plenário levou os líderes governistas a adiarem para a próxima quarta-feira a votação em primeiro turno da reforma da Previdência. Apenas 55 senadores estavam na Casa ontem no horário previsto para votação, um número baixo levando-se em conta que o quórum mínimo para aprovar ou rejeitar emenda constitucional é de 49 senadores.
Ao contrário dos senadores, grande número de lobistas compareceu ao Senado. O presidente da Casa, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), teve de adotar medidas para impedir tumulto. Foram distribuídas credenciais de acesso à tribuna de honra e às galerias e o trânsito de pessoas entre Câmara e Senado foi interditado no andar onde se localiza o plenário.
O adiamento deve dificultar a aprovação do destaque que garantiria privilégios aos juízes e membros do Ministério Público e dos tribunais de contas. A decisão de assegurar regalias a essas categorias esteve esta semana a ponto de ser defendida até pelos mais fiéis governistas. Mas eles mudaram de idéia para não entrar em choque com Antônio Carlos, contrário à proposta.
ACM disse respeitar a decisão dos colegas, mas isso não o impediria de deixar público o seu protesto e, em seguida, agir. Um exemplo recente foi a sua iniciativa de ignorar a decisão dos membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de manter inalteradas as regras do Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC).


