Falta de quórum adia cassação de vereador
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Apenas quatro vereadores compareceram quinta-feira à noite na Câmara de Reserva para votar o pedido de abertura do processo de cassação de Flávio Hornung Neto (PMDB), presidente licenciado da Casa e assassino confesso do presidente do PCdoB local, Nelson Renato Vozniak. Por falta de quórum, em função da ausência dos outros quatro vereadores, a votação foi adiada para a próxima quinta-feira às 19 horas. O presidente em exercício da Câmara, José Cincinato (PSDB), o primeiro secretário, vereador Wilson Holleben (PMDB), e os dois vereadores do PT, Vitório Vozniak e Orlei Ferreira, estiveram presentes na sessão. Um vereador do PPS e três do PMDB faltaram. O pedido de abertura do processo foi feito em nome do PT local no dia 8 de fevereiro.
A sessão, a primeira após o período de férias parlamentares, foi acompanhada por cerca de 400 manifestantes, entre líderes políticos e parte da população local, de acordo com o tenente Nivaldo do Rêgo, da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na ocasião.
A viúva de Vozniak, Maria Fabiane Zampieri, que organizou a manifestação, afirmou que já contava com a ausência de vereadores. ''Acho que eles ficaram com medo de que houvesse protestos violentos. Mas a nossa manifestação foi pacífica e silenciosa'', disse. Fabiane confirmou uma nova mobilização na quinta-feira.
De acordo com o presidente do PMDB local, Iris Roque Júnior, existe um esforço do partido para que os vereadores compareçam na próxima sessão. ''Um dia isso terá de ser votado. Não dá mais para adiar'', explicou. Roque Júnior acrescentou que o partido não irá se manifestar antes da decisão da Câmara e da Justiça. ''Acho que o próprio Flávio deveria renunciar ao seu cargo na Câmara. Mas o partido não fará qualquer tipo de pressão antes da decisão judicial'', completou.
Segundo análise do vereador Orlei Ferreira (PT), a maioria dos vereadores é a favor da abertura do processo. ''Existe uma pressão por parte da opinião pública para que a cassação seja aprovada. Esperamos que os vereadores compareçam na próxima sessão'', disse.
Caso o pedido de abertura do processo seja aprovado, três vereadores serão sorteados para formarem uma comissão processante. A partir das investigações, a comissão opta pelo arquivamento do processo ou o encaminha para a plenária. Mas, caso a maioria dos vereadores vote pela não-abertura do processo, um outro pedido só poderá ser feito depois de um ano.
Por enquanto, quem está à frente da Casa é o vice-presidente, José Cincinato. No dia 6 de março, o suplente do presidente, José Rosnei Rocha, deverá assumir o comando.


