Falta de pessoal prejudica ação, diz Magno Malta
Falta de pessoal
prejudica ação,
diz Magno Malta
A maior dificuldade da CPI do Narcotráfico, segundo seu presidente Magno Malta, são os constantes atrasos no envio de documentos. No ano passado, a CPI fez várias críticas ao Banco Central. Grande parte da documentação, segundo os técnicos da CPI, chegou só nos últimos dois meses do ano passado. Na semana passada, parlamentares da comissão, irritados com a Receita Federal, se reuniram com o secretário Everardo Maciel para cobrar providências. Maciel prometeu fazer uma auditoria em todas as empresas e pessoas físicas que tiveram sigilos quebrados. Só beneficiaram os bandidos e prejudicaram a sociedade com estes atrasos, disse Magno Malta.
A falta de técnicos especializados na análise da documentação, segundo Malta, também contribuiu para atrasar a avaliação. Na semana passada, a comissão entrou em contato com a presidência da República, que tinha decido substituir por três novatos os funcionários que vinham acompanhando as quebras de sigilo desde o ano passado. Na sexta-feira, a CPI teve a garantia de que o pessoal não seria trocado.
A CPI está incentivando a criação de comissões estaduais para investigar o narcotráfico para envio de documentação ainda não analisada, inclusive as quebras de sigilo. Onde tiver CPI instalada vamos enviar a documentação. Magno afirmou que a CPI do Narcotráfico vai contribuir muito com as comissões instaladas em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Maranhão e Espírito Santo, Estados que já vêm sendo investigados desde o ano passado e sobre os quais há farta documentação.
O presidente da CPI disse que a falta de análise sobre toda a documentação não compromete os trabalhos. Malta afirmou que as reações contra os trabalhos da CPI são muito fortes, mas que será possível deixar boas sugestões. Magno afirmou que os parlamentares da CPI deverão sugerir vários tipos de políticas públicas contra as drogas. A primeira delas é incluir o tema no currículo escolar, disse. (A.E.)





