Anunciados como a ''olimpíada dos esportes que aliam homem e meio ambiente'', os Jogos Mundiais da Natureza podem ter naufragado na primeira edição. A segunda edição, prometida para este mês, está virtualmente adiada para o início do próximo ano. Mas sua realização não é garantida.
O comitê privado que organiza a competição ainda não conseguiu vender nenhuma das cotas de patrocínio. Sem dinheiro em caixa, o governo estadual decidiu não injetar verba pública na promoção. Segundo o secretário-executivo do comitê, Edgar Hubner, o custo estimado é de R$ 13 milhões. O governo chegou a anunciar que o Comitê Olímpico Internacional (COI) iria patrocinar o evento este ano, o que não ocorreu.
A primeira edição foi realizada entre 27 de setembro e 5 de outubro de 1997, nos 11 municípios paranaenses banhados pelo lago da Hidrelétrica de Itaipu, região batizada por Lerner como Costa Oeste. Reuniu 700 atletas, de 55 países, que disputaram 13 modalidades praticadas em terra, água e ar: balonismo, pára-quedismo (sky surf), pesca, canoagem de slalom, canoagem de travessia, rafting (balsas em águas turbulentas), vela, ciclismo, escalada, golfe, hipismo, orientação com arco e triatlo.
Apesar de reunir os melhores atletas do ranking mundial, não conseguiu atrair o público, por concentrar modalidades desconhecidas. Foi um espetáculo para a televisão, já que muitas competições ocorriam dentro do lago ou na floresta. Além de receber prêmios pela vitória, os atletas tiveram viagem e custos de hospedagem bancados pelo governo estadual.
Segundo Hubner, a eventual nova edição dos jogos optará por uma maior popularização dos esportes. (V.D.)

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