Curitiba – A ausência de demonstrativo do impacto orçamentário e financeiro levou a Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná a adiar em pelo menos um dia a votação dos projetos de lei do novo "pacotaço" anticrise do governo do Estado. Três das quatro mensagens mais polêmicas seriam analisadas nessa segunda-feira (14). O próprio relator Tiago Amaral (PSB), que integra a base aliada, contudo, pediu que nova reunião extraordinária fosse agendada para esta terça (15), às 13 horas. A expectativa é de que até lá a Sefa (Secretaria de Estado da Fazenda) envie a documentação.

"Foi constatada a falta de um dos requisitados para a nossa deliberação, que é a impactação financeira. Tanto pode vir declarando que não há uma impactação, como demonstrando qual será e qual é a capacidade do governo do Estado de arcar com isso", explicou o parlamentar. O líder da situação, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), contou que já havia feito o alerta ao Executivo. "A Sefa deverá trazer as informações, de acordo com o que prevê a legislação. De um deles nós já obtivemos: prevê redução de R$ 40 milhões para 15 milhões, ou seja, uma economia de R$ 25 milhões", adiantou.

Romanelli se referia à mensagem 370/2017, relativa ao pagamento de diária por atividade extrajornada. O mesmo texto institui o abono permanência, para evitar que policiais se aposentem "precocemente", e suspende a realização, por três anos, de concursos públicos para soldado da PM (Polícia Militar) e do Corpo de Bombeiros. As demais matérias são a 369/2017, extinguindo o Instituto de Florestas do Paraná; e 357/2017, que autoriza a gestão tucana a renegociar operações de crédito no valor de R$ 816 milhões junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). No caso da última, o adiamento se deu em função de um pedido de vista do líder da oposição, Tadeu Veneri (PT).

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