Parte da sessão da Câmara ocorreu às escuras, após a interrupção no fornecimento de energia no prédio do Legislativo
Parte da sessão da Câmara ocorreu às escuras, após a interrupção no fornecimento de energia no prédio do Legislativo | Foto: Devanir Parra/CML



Em uma sessão marcada por quase duas horas sem energia elétrica na Câmara de Vereadores de Londrina, os parlamentares definiram nessa quinta-feira (2) os membros das 12 comissões permanentes da Casa e elegeram a presidência de onze delas. Apenas dois parlamentares ficaram com a presidência de duas: o novato Filipe Barros (PSC) foi eleito para comandar as comissões de Justiça e Redação e de Direitos Humanos e o veterano Amauri Cardoso (PSDB) fica com as comissões de Educação, Cultura e Desporto e de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização.

A primeira sessão legislativa do ano teve um minuto de silêncio em memória ao arcebispo emérito de Londrina, dom Albano Bortoleto Cavallin, morto no dia anterior, e mensagens de cunho cristãs de líderes católico e evangélico.

A escolha dos membros das comissões tomou cerca de uma hora e meia do início da sessão, que foi suspensa por uma hora por volta das 15h e, ao final, por mais 30 minutos. A escolha foi feita a portas fechadas, na sala da presidência.

Apesar de os vereadores afirmarem que, à exceção da Comissão de Educação, a escolha dos nomes foi consensual, a demora indica que pode ter havido arestas a acertar. Inconformado por não ter ficado com a presidência da Comissão de Finanças, a qual presidiu no ano passado, Jamil Janene (PP) acusou Júnior Santos Rosa (PSD) de manobrar para tirá-lo da comissão. "Ele está abertamente interferindo a favor do grupo do (ex-prefeito Alexandre) Kireeff)", reclamou em relação ao ex-líder de governo do ex-prefeito.

Júnior disse que não tem tal poder de interferência,. "Ele precisava do voto de apenas mais um da comissão para elegê-lo. Se conseguisse, conseguiu", afirmou. Porém, ao fazer a denúncia em plenário, Jamil afirmou que pode até renunciar à comissão.
A Comissão de Seguridade Social é outra que tem impasse. Responsável por discutir assuntos relativos à saúde pública, tem como membros Vilson Bittencourt (PSB), João Martins (PSL) e Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, que teve dois episódios polêmicos na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Jardim do Sol em janeiro e quer a presidência do grupo. Com a rejeição dos outros membros, foi a única que vai utilizar o tempo regimental para eleger presidente e vice, que devem ser anunciados até a próxima quinta-feira (9).

A composição e indicação dos nomes e composição da Comissão de Ética e Decoro, que era esperada para a primeira sessão do ano, também não teve consenso entre os parlamentares e ficou para a próxima terça-feira. A formatação começou a ser discutida por volta das 19h, com suspensão dos trabalhos por 30 minutos, ma precisou de duas prorrogações. Já passavam das 21h quando o plenário decidiu deixar para a próxima reunião a eleição e definição dos membros da comissão. A formação provoca expectativa justamente porque a Câmara já recebeu pedidos de providência em relação a Boca Aberta encaminhados à comissão, devido às polêmicas provocadas na UPA.

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