Falta de dinheiro compromete obras em Londrina
Curitiba - Até segunda ordem estão cancelados investimentos de R$ 18,7 milhões do governo do Paraná na cidade de Londrina, incluindo a ampliação do Hospital da Zona Norte, a duplicação da PR-445 até Cambé, a construção do Instituto Médico Legal, reformas em escolas e recursos para a Universidade Estadual de Londrina (incluindo a maternidade do Hospital Universitário). Na lista também estão R$ 750 mil a serem usados em ações da Polícia Militar na cidade.
Em 15 de julho foi publicado um decreto do governador Beto Richa (PSDB) contingenciando R$ 1,14 bilhão do orçamento do Estado. Para que esse dinheiro "voltasse" aos cofres públicos, para ajudar a conter os problemas financeiros da administração, as obras e investimentos foram "cancelados". O chefe da Casa Civil, Reinhold Stephanes (PSD), ao explicar a situação para a imprensa, disse que a medida garante a folha de pagamento do funcionalismo público, incluindo o 13º salário.
Stephanes quer chegar no final de 2013 com R$ 500 milhões economizados, portanto algumas das obras canceladas em todo o Estado poderão ser "ressuscitadas" até dezembro deste ano, enquanto outras serão deixadas para o ano que vem. "(A medida) é necessária por conta da queda nos repasses federais ao Paraná", disse para a FOLHA o secretário estadual da Fazenda, Hauly (PSDB).
Junto do decreto, no site da Casa Civil, estão quatro anexos que descrevem os cortes nos investimentos. Neles, por exemplo, não é possível medir como o cancelamento de obras de regularização fundiária e contrapartidas para programas federais ("Minha Casa, Minha Vida" e PAC da Mobilidade) impactarão Londrina e região. O governo do Paraná garante que obras em andamento não serão paralisadas. (J.L.J.)





