Curitiba - A sessão plenária da Assembléia Legislativa (AL) do Paraná foi derrubada ontem por falta de quórum. Dos 54 parlamentares, apenas 21 estavam presentes no plenário. Para que a ordem do dia pudesse ser votada, eram necessários que, pelo menos, 28 estivessem presentes. Até ser suspensa, a sessão plenária durou 23 minutos. Num dia ''normal'', sem matérias polêmicas, as discussões e votações no plenário começam às 14h30 e seguem até 17 horas.
Entre os nove itens da pauta de ontem, estava a votação da redação final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que define que os serviços de saneamento e de abastecimento de água têm que ser prestados por pessoas jurídicas de direito público ou por sociedade de economia mista sob controle acionário e administrativo de Poder Público estadual (Sanepar, por exemplo) ou municipal.
Outra matéria relevante da pauta, e que poderia provocar alguma discussão entre aliados e bancada de oposição, era o projeto de lei número 705/2007, de autoria do líder do governo do Estado, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). O deputado propõe a revogação de uma lei aprovada em janeiro do ano passado e que trata da divulgação, por parte do governo estadual, dos custos das propagandas do Executivo. Segundo o líder, o objeto da lei já estaria contemplado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Mas, ontem, nem o líder do Governo na Casa, nem o líder da oposição, Valdir Rossoni (PSDB), estavam presentes no plenário. O presidente do Legislativo, Nelson Justus (DEM), também não. A informação que corria nos bastidores dava conta de uma reunião, realizada no mesmo horário da sessão plenária, entre os cinco membros da comissão especial responsável por analisar as candidaturas dos inscritos à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Estado. Os membros da comissão, que estariam reunidos na própria sede do Legislativo, não foram encontrados pela Reportagem.
Em entrevista à imprensa na semana passada, Justus afirmou que, após o fim do período das convenções partidárias (30 de junho), ele não acreditava que teria ''problemas de quórum'' nas votações de matérias. Do total de parlamentares, 12 estão inscritos na disputa por prefeituras municipais no Estado. Os demais, entretanto, por serem lideranças dentro das suas legendas, acabam se envolvendo indiretamente nas campanhas eleitorais.

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