Bolonha - A falta de garantias sobre o respeito aos direitos humanos em prisões brasileiras levou a Corte de Apelações de Bolonha a adiar para 28 de outubro a sentença sobre a extradição ou não do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e 7 meses por envolvimento com o mensalão. A decisão foi tomada ontem na cidade do norte da Itália porque o Ministério Público Federal brasileiro não apresentou, segundo relatos de participantes da audiência, provas conclusivas de que os presídios do País são seguros o suficiente, como exige a legislação italiana. Até a nova audiência, Pizzolato seguirá preso em Módena, que fica próximo a Bolonha.

O ex-diretor do Banco do Brasil fugiu para a Itália no ano passado, quando o Supremo Tribunal Federal rejeitou recursos dos condenados. Acabou descoberto pela polícia italiana em fevereiro deste ano na casa de um sobrinho em Maranello, outra cidade próxima de Bolonha. A sessão de ontem da Justiça teve início às 14h30. Pizzolato chegou em um camburão da Polícia Presidiária, que estacionou no pátio interno do Palazzo Civstizia, sede do tribunal. Minutos depois, o ex-diretor do Banco do Brasil, condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, desceu algemado, acompanhado de dois agentes. Comandada pela juíza Donatella Di Fiore, a audiência teve início minutos depois. Durante três horas e meia, advogados das duas partes foram ouvidos.

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