O funcionamento de um pequeno cemitério no distrito de Ourilândia, no município de Barbosa Ferraz (74 km de Campo Mourão), se transformou em fonte de polêmica entre a administração municipal e a oposição na Câmara de Vereadores. A raiz do problema foi a denúncia de falta de coveiro para realizar sepultamentos. De acordo com o vereador Edenilson Aparecido Miliossi (PPS), dois enterros ocorridos em dezembro acabaram sendo executados pelos próprios familiares.
''Eles tiveram que fazer a cova e tudo. Teve criança que viu pai enterrando a avó... Foi uma situação terrível'', criticou Miliossi. ''Eu denunciei isso na Câmara, no início de dezembro, mas não tomaram nenhuma providência. No dia 24 aconteceu novamente. Foi muito descaso.'' O distrito de Ourilândia é o mais populoso de Barboza Ferraz e fica a 15 km da área urbana, em estrada de terra.
Contatado ontem pela FOLHA, o secretário municipal de Administração, Joanilson Manoel Cassemiro, disse que desconhecia o problema, insinuou que a denúncia tinha conotação política e pediu um tempo para se inteirar do caso. No final da tarde, confirmou a realização de somente um enterro sem auxílio de coveiro.
''Tomamos conhecimento que a família chegou às seis da tarde para fazer o sepultamento e o coveiro está de férias. Como é um cemitério de distrito, qualquer um pode entrar. Eles mesmos acabaram fazendo o serviço'', afirmou. ''Foi um enterro irregular. Vamos acionar o departamento jurídico para verificar a situação desse corpo.''
De acordo com o secretário, se a prefeitura tivesse sido informada a tempo do enterro, teria deslocado um coveiro para o cemitério de Ourilândia. Cassemiro disse ainda que a maioria das famílias que mora no distrito prefere realizar enterros no cemitério principal, que fica na área urbana de Barbosa Ferraz.

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