Falta aval da CAE para fim da multa do Banestado
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terça-feira, 10 de julho de 2007
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A consultoria técnica da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve se manifestar nas próximas horas sobre o documento que a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) encaminhou ao presidente da CAE, senador Aloízio Mercadante (PT-SP). O documento se refere à multa milionária que o Estado do Paraná paga à STN, por conta do não-pagamento de ''títulos podres'' (considerados de difícil resgaste no mercado) adquiridos pelo governo do Estado na época da privatização do Banestado, comprado pelo Itaú há sete anos.
Dependendo do parecer da consultoria, a CAE votará a liberação ou não da multa. Procurada pela FOLHA, a STN, através de sua assessoria de imprensa, informou apenas que a manifestação da Procuradoria da Ministério da Fazenda havia sido encaminhada à CAE, mas não divulgou o teor do documento.
Segundo o governo do Estado, o documento liberaria o Estado do pagamento da multa.
O senador Osmar Dias (PDT-PR), membro da CAE, passou a tarde reunido com Mercadante, tratando de diversos assuntos, entre eles a questão da multa. Por telefone, logo após a reunião com Mercadante, Osmar afirmou que a CAE só vai se manifestar sobre o caso depois de receber o parecer da sua consultoria.
Na opinião do senador, seria uma estratégia mais segura para derrubar a multa votar a emenda proposta por ele à MP 368, que aguarda deliberação no Senado. ''Seria um caminho um pouco mais longo, mas mais seguro'', disse. Essa era a estratégia inicial definida pelo governo do Estado, em reunião com parlamentares da oposição e situação.
Até o início da noite de ontem não havia sido confirmado se a CAE, que se reúne toda terça-feira, às 10 horas, faria ou não uma sessão extraordinária hoje para analisar essa questão.
A multa cobrada pela Secretaria do Tesouro Nacional já custou cerca de R$ 200 milhões aos paranaenses. Por mês, são cerca de cinco milhões, pois o valor, antes de dez milhões, sofreu compensações.


