Falecidos podem ter recebido do Ciap
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quinta-feira, 09 de setembro de 2010
Michelle Aligleri<BR> Reportagem Local 
Pessoas já falecidas podem ter recebido benefícios, como vales transporte e alimentação, da oscip Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap). A suspeita foi revelada ontem pelo procurador-geral do Município, Demétrios Coelho, durante a sessão da Câmara de Vereadores.
Conforme Coelho, na documentação entregue pelo Ciap para análise da procuradoria, foram encontradas irregularidades que podem apontar esta situação. No entanto, ele disse que os documentos ainda precisam ser apurados. ''Se isto realmente aconteceu foi há dois ou três meses, ainda estamos analisando e até agora não foi possível a comprovação desta informação'', disse.
O secretário de Gestão Pública de Londrina, Marco Cito, disse que ainda não se sabe exatamente quantas pessoas teriam sido beneficiadas com a irregularidade, por qual período isto aconteceu e nem o valor correto do possível desvio. ''Para evitar dúvidas como esta, precisamos dos documentos originais do Ciap, antes de liberar os valores para pagamento de vale-transporte e alimentação que os agentes de endemias estão esperando atualmente.''
A Procuradoria estava aguardando a entrega destes documentos, já que o Ciap havia apresentado apenas as cópias. Como a documentação original foi entregue na tarde de ontem na Prefeitura, Marco Cito, disse que até a próxima terça-feira o valor dos benefícios será depositado na conta dos agentes. A FOLHA tentou falar ontem com os advogados do Ciap, mas eles não foram localizados.
Greve
Há 60 dias os agentes de endemias estão sem receber os vales transporte e alimentação. Eles entraram em greve na quarta-feira. O salário deste mês, que também estava atrasado, foi depositado na manhã de ontem. Segundo Angela Gobbo, coordenadora de equipe de endemias, a greve continua enquanto os vales não estiverem nas mãos dos funcionários. ''Estamos respeitando a legislação, 30% dos agentes estão nas ruas, mas 70% estão de braços cruzados. Ao todo somos mais de 200 pessoas, mas a falta do vale-transporte está dificultando inclusive a nossa manifestação. Enquanto não tivermos estes vales depositados, não voltaremos ao trabalho'', explicou.


