‘‘Queria que ficasse definido hoje para tranquilizar tudo. O clima está tenso e votar faria os trabalhos da Câmara voltar à normalidade. A população está cobrando.’’
Antônio Ursi (PFL)

‘‘Fiquei surpreso com a manobra já na quinta-feira da semana passada. Lamentavelmente hoje eles conseguiram. É uma frustração, mas não tenho dúvida de que a comissão seria aprovada. Mas não vai ter jeito. Uma hora essa comissão vai ter que ser votada.’’
Tercílio Turini (PSDB)

‘‘O parecer do desembargador do Tribunal de Justiça contraria o do procurador jurídico da Câmara. Esse mundo jurídico é tão complexo que, para um mesmo tema, é capaz de existir, para cada dez análises, nove interpretações diferentes. A Câmara fica parada.’’
Beto Scaff (PSDB)

‘‘Recorrer à Justiça significa um reconhecimento de culpa do prefeito em relação às irregularidades que estão sendo investigadas pelo Ministério Público. E a Justiça acatar representa uma ingerência do Judiciário. Nesse caso, podia mandar fechar a Câmara porque fica a pergunta: o que nós estamos fazendo aqui?’’
Roberto Kanashiro (PSDB)

‘‘Acho que agora a denúncia vai para a Comissão de Justiça, mas deixa chegar primeiro para nós analisarmos. Só darei um parecer sobre o pedido depois de ouvir um renomado jurista, sem vinculação com qualquer lado. A matéria é controversa.’’
Jaci Aguiar (PPB)

‘‘Ninguém pode sair cabisbaixo com essa tramóia que fizeram contra a Câmara de Londrina. Precisamos recorrer à Brasília para acabar com essa ingerência, com essa indecência contra essa Casa. O Poder Judiciário vem aqui na nossa Casa, interrompe nossos trabalhos e diz o que não deveríamos fazer.’’
Carlos Kita (PSDB)

‘‘Fui o primeiro a levantar essa dúvida (se a denúncia deveria passar pela CCJ) porque a peça trazia um número considerável de leis. Não entendo que houve ingerência ou que houve vitória do Executivo. Nós temos que trabalhar dentro da legalidade.’’
Sidney Souza (PTB)

‘‘Houve ingerência. Acho que agora podemos fechar a Câmara para não dar prejuízos ao município.’’
Célio Guergoletto (PMDB)

‘‘Não houve ingerência e a Câmara não tem nenhuma intenção de recorrer.’’
Renato Araújo (PPB)

‘‘Com certeza teremos festas e banquetes. Que se fartem os hipócritas e os medíocres. Eu tenho certeza que a sobremesa será amarga.’’
Elza Correia (PMDB)

‘‘Acho que a desembargador deveria ter deixado a Câmara decidir. É um processo político e seria uma maneira do Belinati por as coisas em pratos limpos’’
Osvaldo Bergamin (PMDB)

‘‘A Câmara não tem nada com isso e não tem poder para recorrer porque não é parte interessada. Como vou julgar a posição de um jurista?’’
Jorge Scaff (PSB)

‘‘Não houve ingerência do Poder Judiciário. Os poderes são independentes, um sofre ação de outro.’’
Antenor Ribeiro (PPB)