Incomodado com a largura e o tamanho da faixa que usou em 1995, o presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu tomar posse no seu segundo mandato com uma faixa nova, maior e mais larga. Vai estreá-la na solenidade de posse. FHC deixará de usar a anterior, utilizada pelos ex-presidentes José Sarney e Itamar Franco.
A nova faixa foi feita pela Alfaiataria Francesco, do Rio, seguindo o modelo anterior, vindo da França. É de tecido nacional e, nas pontas, tem 5 centímetros de franjas feitas com fios de ouro 24 quilates. Em um dos lados da faixa há um broche desatualizado com a efígie da República - tem 23 brilhantes representando os Estados, e não 27. Do outro lado, o brasão com as armas bordadas.
Segundo auxiliares de FHC, ele reclamava que a faixa usada por seus antecessores o apertava no peito, além de incomodá-lo por ficar acima do bolso do paletó. O cerimonial da Presidência encomendou a nova faixa há três anos. Ele a Usou nas cerimônias do Sete de Setembro e na viagem que fez à Venezuela.
Pondo um fim na polêmica sobre quem passaria a faixa para FHC - já que está sendo reconduzido ao cargo - ela será colocada no seu peito pelo chefe do cerimonial da Presidência, embaixador Valter Pecly Moreira, na chegada ao Planalto, no final da tarde do dia 1º.
FHC concluiu que o momento é de ajuste fiscal e, por isso, não combina com ostentação. Decidiu que a festa feita para sua posse em 95, quando houve cerca de 5.000 convidados, será substituída por um coquetel no Palácio do Planalto, um brinde no Itamaraty e, talvez, um almoço para os chefes de Estado que venham a participar da solenidade.
Depois de empossar o novo ministério no dia 1º, Fernando Henrique oferecerá um coquetel no Palácio do Planalto para aproximadamente 600 pessoas, entre políticos e autoridades ligadas ao governo. Serão oferecidos vinhos nacionais e canapés. Participarão do jantar apenas a família e os amigos mais próximos - cerca de 60 pessoas.
Já o brinde será oferecido no dia 4, ao meio-dia, quando ele receberá os cumprimentos dos chefes de missões estrangeiras creditadas em Brasília. Se presidentes de países vizinhos vierem à cerimônia para cumprimentá-lo, deverá ser oferecido um almoço no Itamaraty.
As cerimônias da posse começam às 16h30, do dia 1º, quando FHC deixará o Palácio da Alvorada (sua residência oficial) junto com a primeira-dama, Ruth Cardoso, o vice, Marco Maciel, e sua mulher, Ana Maria Maciel, rumo à Esplanada dos Ministérios.
Às 16h45, FHC, Maciel e suas mulheres trocam de carro em frente à Catedral de Brasília. Se estiver fazendo sol, o presidente e o vice usarão o Rolls Royce. Do contrário, irão em um Ômega até o Congresso. Ruth Cardoso e Ana Maria os seguirão em um carro fechado.
No Congresso, FHC subirá a rampa e fará o compromisso constitucional. Depois, ele volta para o Planalto, sobe a rampa e recebe a faixa. Do alto do Parlatório, o presidente vai acenar para as pessoas que estiverem na Praça dos Três Poderes, acompanhado de Ruth Cardoso, Maciel e Ana Maria.Foto Arquivo FolhaSem pompaFernando Henrique: na posse dia 1º, o máximo de simplicidade, que o momento exigeRenata Giraldi
Agência Folha

mockup