Vânia Casado
De Curitiba
Enquanto o senador Osmar Dias desaprovou, a indicação de Pratini de Moraes para o Ministério da Agricultura foi bem recebida por liderenças do segmento no Paraná, Estado que contribui com 25% da produção nacional de grãos do País. Entidades ligadas a médios e grandes produtores como Federação da Agricultura do Paraná (Faep) e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) apostam na capacidade do novo ministro de expandir as exportações de produtos agrícolas, que consideram um segmento estratégico para o fortalecimento do setor no cenário interno.
O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Antonio Leonel Poloni, considerou positiva a indicação e espera maior participação do Paraná nos setores de decisões do ministério.
O presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, aposta no largo conhecimento de exportador do novo ministro, que é presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, para que a agricultura brasileira possa ganhar outros mercados. Segundo ele, o setor agrícola da América Latina e do Caribe tem um potencial de exportação no valor de US$ 70 bilhões, e as cooperativas confiam que ele poderá ajudar muito a deslanchar de vez as exportações de produtos agropecuários.
Koslovski destacou ainda que a agricultura sai ganhando com a reforma ministerial porque Pratini de Moraes dá consistência política à pasta, ‘‘sempre relegada a segundo plano dentro da política econômica do governo’’.
Para o presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, o novo ministro tem tradição no serviço público porque já ocupou o Ministério da Indústria e Comércio por duas vezes e conhece bem as dificuldades vividas pelos setores do álcool, açúcar e café, que voltam para a pasta da Agricultura.
Meneguette observou que a agricultura brasileira se prepara para enfrentar uma negociação muita dura na Organização Mundial do Comércio (OMC) no ano 2000 e o País precisa de pessoas que entendam os detalhes de negociação internacional, principalmente quando se fala em subsídios, cotas e alíquotas de importação.

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