Curitiba - A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) defende que uma possível intervenção nos Portos de Paranaguá e Antonia (Appa) colocaria ordem na casa. Para o assessor da diretoria da Faep, Carlos Augusto Albuquerque, se a intervenção fosse feita em ''tempos normais'' seria ruim porque tiraria a administração do governo do Paraná. Porém, ''como está funcionando é necessário''. A principal reclamação do setor agrícola é que, além dos prejuízos que a situação do porto causa, o governo federal não manda recursos para melhorias por causa dos relatórios apontando irregularidades.
''Paranaguá está há 16 anos sem receber recursos. O Dnit (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes) suspendeu o dinheiro para a ampliação do cais oeste por causa das irregularidades do porto. A dragagem é feita com um fundo voluntário dos operadores portuários'', exemplificou Albuquerque para mostrar que as irregularidades fazem o porto perder recursos. ''Além disso tem empresas privadas que querem investir e tem problemas com a administração'', completou. O assessor da Faep afirma que não há um estudo exato dos prejuízos que o setor está tendo com os problemas, porém estima-se que na safra 2003/2004 este valor chegou a R$ 1 milhão só no Paraná.
A intervenção nos portos foi cogitada depois que a Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Decreto Legislativo que susta o convênio de delegação celebrado entre o Ministério dos Transportes e o governo do Paraná para a exploração e administração dos portos. O projeto, que agora vai ser apreciado pelo Senado, susta por no mímino 90 dias o direito do governo do Estado de comandar os portos. Durante este período o governo federal tem que nomear um interventor e fazer uma auditoria completa nas duas administrações para depois decidir se o governo do Paraná continua ou não à frente da Appa.
A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) informou que vai acompanhar o desenrolar do projeto no Senado e só depois vai se pronunciar.

mockup