O prefeito de Castro (Centro-Oriental), Moacyr Fadel (PMDB), ex-presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de improbidade administrativa, por supostas irregularidades na contratação de empresas para o fornecimento de merenda escolar no município. Na ação, o MPF pede a condenação dos acusados e o ressarcimento integral dos danos ao patrimônio público, calculados em mais de R$ 9 milhões, oriundos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Outros agentes públicos também foram denunciados, além das empresas SP Alimentação e Serviços e Gente - Gerenciamento em Nutrição com Tecnologia.
De acordo com o MPF, o inquérito civil público foi instaurado em 2010 para investigar os processos administrativos, realizados pela prefeitura de Castro, que resultaram na contratação da SP.
Quando assumiu o mandato em 2005, Fadel determinou a contratação da SP para o fornecimento de merenda aos alunos do município com dispensa de licitação. Segundo as investigações, no mesmo dia em que a prefeitura deu parecer para a dispensa do certame, embasada pelo pedido da secretaria de Gestão e pelo parecer da procuradoria, houve a contratação emergencial. Todo o processo foi realizado de uma só vez. Com o fim do contrato emergencial, a prefeitura deu início ao processo licitatório, que foi vencido pela empresa Gente, do mesmo grupo da SP, devido, segundo o MPF, a um suposto direcionamento do edital.
Antes da ação movida pelo MPF, o prefeito Moacyr Fadel, que exerce o segundo mandato, já havia sido acusado pelo Ministério Público (MP) estadual por improbidade administrativa, porque teria recebido dinheiro das empresas de transporte coletivo para autorizar aumento da tarifa.
Fadel não foi localizado ontem pela Reportagem e a assessoria de imprensa da prefeitura não deu retorno. A reportagem também não conseguiu contato com a SP. Na Câmara de Castro, três parlamentares da oposição querem abertura de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar as denúncias relacionadas ao transporte coletivo. O caso está nas mãos do presidente da Casa, Joel Elias Fadel (PSDB), que é primo do prefeito.

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