Curitiba O presidente da Federação das Associações Comerciais do Paraná (Faciap), Jeferson Nogaroli, declarou apoio à decisão do governador Roberto Requião de anular o contrato da empresa de informática SofHar esta é a grafia correta com a Junta Comercial. O governador mandou suspender o negócio, alegando irregularidade na contratação.
A Faciap já havia denunciado a ilegalidade da negociação no final do ano. ''Chamou nossa atenção a pressa com que foi feita a contratação, em um período de transição política. Além disso, já se esperava a provação do novo Código Civil, o que obrigaria a um novo recadastramento. O valor também foi absurdo. A própria Faciap se propôs a fazer o recadastramento, por cerca de 15% do valor'', disse Nogaroli.
A SofHar recebeu R$ 5,09 milhões do Estado no fim de dezembro, referentes ao recadastramento de 120 mil empresas. Para Requião, o contrato foi ilegal. ''Além do valor absurdo, a empresa não tinha autorização para realizar negócios com o Estado e foi contratada sem licitação'', afirmou Requião.
A SofHar alega que não necessitaria participar de licitação por ter conhecimento específico. Segundo sua assessoria, a empresa espera ser notificada para tomar medidas.
Além do cancelamento do contrato, a Junta por outras mudanças no começo deste ano. Foram eleitos novos vogais, que são representantes das federações e associações comerciais na Junta. Alguns dos vogais haviam sido reconduzidos mais de uma vez ao cargo, o que é proibido pelo estatuto da Junta. ''A medida foi salutar, porque a troca de poder é sempre benéfica. Espero que a Junta esteja pronta agora para enfrentar seu desafio, que é automatizar o sistema de recadastramento, e transformá-lo em algo ágil, via Internet'', analisou Nogaroli.
O presidente defende que recadastramento prossiga. Mas a realização de um novo trabalho deve esperar decisões da Justiça a respeito do cancelamento do contrato com a SofHar.

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