Fachin alega problemas médicos e deixa gestão Kireeff
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terça-feira, 07 de janeiro de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
O advogado Zulmar Fachin deixou ontem o cargo de procurador-geral do município, que ocupava desde o início da gestão de Alexandre Kireeff (PSD) à frente da Prefeitura de Londrina. A demissão, a pedido, é para tratar de dores crônicas nas costas antes que o problema exija uma cirurgia. O servidor de carreira Carlos Renato Cunha vai responder interinamente pela PGM.n Fachin é o sexto integrante do primeiro escalação a deixar a administração municipal (veja quadro nesta página).
A saída do procurador foi lamentada tanto por ele quanto por Kireeff. Fachin divulgou ontem artigo em que lamenta a saída e elogia o prefeito e sua gestão e recebeu, em troca, a divulgação de release pela prefeitura sobre sua saída e elogiando sua estadia à frente do cargo.
No texto de própria autoria, o ex-procurador-geral - que já ocupou o mesmo cargo na Procuradoria da UEL e da Câmara diz que trabalhou movido pelo interesse público e garante a idoneidade do prefeito Kireeff, com que trabalhou diariamente.
Na nota divulgada pelo Núcleo de Comunicação, o prefeito afirma que o ex-procurador "cumpriu todas as metas que lhe foram atribuídas" e diz que Fachin aplicou na gestão a exigência do respeito às leis.
Apesar dos elogios, Fachin era criticado nos meios políticos por ser muito legalista e pela morosidade que isso acarretava aos processos, como o encaminhamento de projetos de lei à Câmara de Londrina em cima da hora. Também é dele o parecer contrário ao projeto do Executivo que viabilizaria a instalação de uma unidade do Hipermercado Angeloni na zona sul.
Por outro lado, a administração municipal atribui a ele a reestruturação da Procuradoria-Geral do Município e as ações que impediram uma dívida da prefeitura com a Previdência Social no valor de R$ 80 milhões e um aumento maior na tarifa do transporte coletivo urbano, que subiu de R$ 2,30 para R$ 2,65 no dia 1º de janeiro de 2014.
Dores crônicas
Por telefone, Fachin disse que as dores são provocadas pelo atrito de nervos da coluna que não deveriam se tocar e que o problema se agravou no decorrer de todo o ano passado. "Eu ficava muito tempo sentado, tinha reuniões o dia todo. Desde agosto, sinto dores do início ao fim do expediente. Vou me tratar porque quero evitar a cirurgia", explica.
Longe do Executivo, ele diz que vai passar por tratamento que demanda três sessões semanais, durante pelo menos seis meses. Durante esse período, deve se dedicar à vida acadêmica, com aulas no curso de Direito da Universidade Estadual de Londrina (UEL) duas noites por semana e nos trabalhos do mestrado, além da elaboração de pareceres jurídicos.
Fachin diz que preferiu pedir exoneração porque a nomeação de um interino por um período de quatro a seis meses "não é bom". "Saio chateado porque estávamos organizando bem a procuradoria e, depois de um ano, já compreendia bem o sistema inteiro da prefeitura, que tem mais de nove mil servidores", diz.
Para o próximo a ocupar seu antigo cargo, Fachin diz que os desafios que terá de enfrentar será a atualização dos equipamentos de informática e a busca por acomodações do órgão em local mais adequado.
Além disso, terá de manter os trabalhos de execução fiscal. De acordo com ele, no início da gestão, havia 17 mil processos do gênero parados, que caíram para três mil em janeiro e, afirma, devem zerar até fevereiro. "Isso não pode voltar atrás. Se não fosse a força-tarefa em cima dessas execuções, teríamos hoje 32 mil processos na estante", calcula.



