Curitiba - Uma candidata que conta uma história divertida para cair nas graças do eleitorado é dona Maria de Lourdes Bacanof (PMN), ou melhor Maria do Facão, de 76 anos. Professora e diretora de escola aposentada, ela diz que o apelido surgiu por acaso. ‘‘Em outubro de 85, eu havia marcado uma reunião com os pais dos alunos. Existiam alguns facões guardados na minha sala porque a escola iria apresentar a dança gaúcha dos facões. Em um momento, uma das alunas entrou correndo e contou que havia um homem mostrando suas intimidades dentro da escola. Não tive dúvidas, peguei o facão e fui atrás dele’’, diverte-se ao lembrar que o homem pulou o muro e saiu correndo.
  De acordo com a diretora, ele manteve o facão guardado e passou a utilizá-lo para expulsar ‘‘maloqueiros’’ da escola. ‘‘Fiz isso até a chegada dos traficantes. O facão já não adiantava mais, mas a história virou lenda’’, conta. Ela garante que entrou na política com o incentivo da comunidade.‘‘Moro aqui há 58 anos e as pessoas dizem que eu sou um mito da educação. Então vou lutar por isso. Quem sabe o facão não tenha serventia na Câmara de Vereadores?’’, diverte-se. (K.L.M.)

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