Fabricantes de caças entregam à FAB propostas ampliadas
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sexta-feira, 02 de outubro de 2009
Tânia Monteiro<br>Agência Estado 
Brasília - Mais um round das empresas que disputam a venda de seu caças para o Brasil foi encerrado ontem com a apresentação de novas propostas, agora ampliadas, ao Comando da Aeronáutica, pela sueca Saab, pela francesa Dassault e pela norte-americana Boeing. Todas melhoraram suas ofertas.
A Dassault, que havia sido considerada a parceira estratégica preferencial do Brasil pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viu-se obrigada a reduzir seu preço de hora de voo, considerado muito alto pelo governo brasileiro. A Saab, depois de ver a concorrente francesa dizer que compraria uma dezena de aviões de transporte de carga KC-390, a ser fabricado pela Embraer, informou que está estudando a possibilidade de adquirir não só este tipo de aeronave, mas também os aviões de treinamento SuperTucano, também brasileiros. A Boeing, por sua vez, ampliou oferta de transferência de tecnologia.
Após receber as propostas ontem, o Comando da Aeronáutica emitiu nota oficial dizendo que recebeu a documentação dos três concorrentes do projeto FX2, mas não fala em prazo de conclusão das análises da Boeing, fabricante do F-18, da Dassault, que fabrica o Rafale, e da Saab, que produz o Gripen NG.
Na nota, a FAB diz que ''a partir do recebimento desse material, que se somará ao já existente, a GPF-X2 e sua equipe, composta por mais de 60 especialistas em diversas áreas, procederá à elaboração do relatório final de análise técnica das aeronaves concorrentes, bem como a sua apresentação aos Oficiais Generais integrantes do Alto Comando da Aeronáutica''.


