Curitiba - A Associação Nacional das Indústrias de Bonés, Brindes e Similares (Anibb) entrou, por meio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é obter sentença pela inconstitucionalidade a Lei 11.300/2006, que proibiu a distribuição de brindes por candidatos e partidos políticos durante a campanha eleitoral deste ano.
''Se houver a reversão, vamos conseguir recuperar no máximo 70%'', disse o presidente da Anibb, Valdenilson Domingos da Costa. O setor vinha se preparando desde o início do ano para um aumento que poderia chegar a 50% nas vendas, em razão do período eleitoral. Um faturamento que, em Apucarana, conhecida como Capital do Boné, deveria ser de R$ 15 milhões. A decisão de restringir os brindes esquentou a cabeça de todos. ''Foram feitos investimentos e agora estamos ferrados, como os agricultores'', lamentou.
Na Adin, a associação argumenta que a Constituição Federal prevê que qualquer lei alterando o processo eleitoral somente pode entrar em vigor no ano seguinte à aprovação. A recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que voltou atrás na determinação rígida de verticalização, anima os produtores de brindes. ''Acreditamos que também temos chances'', disse Costa.
Segundo Costa, a dificuldade imediata é para as pequenas fábricas, visto que os produtos encomendados para as campanhas políticas são mais simples. A previsão era de que, em Apucarana, pudessem ser fabricados 8 mil bonés a mais por mês. Sem isso, possíveis 5 mil novos postos de trabalho não foram abertos.

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