Embora não tenha confirmado de que tenha sido o pastor Caio Fábio, o ex-governador do Rio, o advogado pedetista Nilo Batista, confirmou que, a pedido do líder do partido, Leonel Brizola, intermediou uma negociação relacionada ao assunto. ‘‘Por motivos éticos, não posso falar mais nada sobre o caso’’, disse Batista.
Membros do PDT no Rio, entretanto, garantiram que o pastor tentou passar o dossiê para o partido, dois meses antes do primeiro turno das eleições presidenciais. De acordo com alguns pedetistas, Fábio procurou inicialmente o candidato do PDT ao governo do Rio, Anthony Garotinho e sua vice de sua chapa, a senadora Benedita da Silva, do PT. Ele ofereceu o dossiê e, embora Garotinho e Benedita não tenham mostrado interesse, recomentou que a documentação fosse mostrada a Brizola. Brizola, ao saber do caso, indicou Nilo Batista para tratar do assunto. ‘‘Eu não tive com a documentação na mão’’, garantiu Batista.
Os pedetistas ligados a Brizola e a Nilo contam ainda que, durante as negociações, Caio teria cobrado, em nome de terceiros, R$ 4 milhões pela documentação. Brizola reclamou do valor e teria obtido um abatimento de R$ 2 milhões. Mesmo assim, o líder do PDT teria alegado que faria o pagamento em quatro vezes da seguinte maneira: daria R$ 500 mil no ato da entrega do dossiê e o restante somente depois de Lula ser eleito. Diante das condições, Caio Fábio teria dito que as pessoas para as quais ele intermediava a negociação, não teriam aceitado as condições.
Caio Fábio também confirmou que conversou sobre o assunto com Nilo Batista, Garotinho, Benedita, Lula e o presidente do PT, José Dirceu e que todos se manifestaram preocupados com as denúncias. (A.E.)

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