Fabinho estreia em sessão recheada de críticas
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quinta-feira, 03 de abril de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
O vereador Professor Fabinho (PPS) estreou oficialmente na liderança do governo Alexandre Kireeff (PSD) sob uma saraivada de críticas à administração municipal, ontem, na Câmara de Londrina. Ele entra no lugar de Elza Correia (PMDB), que permaneceu na função nos primeiros 15 meses da administração. Porém, no segundo ano de gestão, o prefeito começa a enfrentar a insatisfação com problemas que se acumulam desde o ano passado.
O primeiro a se manifestar foi Roberto Fu (PDT), que esperava, na tarde de anteontem, a companhia de um eletricista da Secretaria de Obras para acompanhar visita a uma escola. De acordo com o vereador, houve concordância da Secretaria de Obras, mas, no momento em que ia buscar o profissional, foi informado que só acompanharia após a chegada de requerimento da Secretaria de Educação. "Secretário, quem tem voz ativa aí? O senhor marca e, depois, o eletricista desmarca e diz que não vai?", questionou.
Na sequência, o presidente do Legislativo, Rony Alves (PTB), cobrou da Secretaria da Educação um posicionamento sobre três servidores permutados com a Prefeitura de Curitiba servidores do Executivo da capital cedidos a Londrina. De acordo com o parlamentar, a administração municipal deu um mês para que eles retornassem à cidade de origem um dos funcionários mora em Londrina há doze anos.
Rony diz que tenta resolver o impasse há três meses, mas não consegue resposta, e endureceu a fala. "(Kireeff) Faz discurso, aplaude, diz que a relação (Executivo e Legislativo) é boa. Só do lado de cá para o lado de lá. Do lado de lá para o lado de cá está faltando muito respeito, prefeito, e nós já falamos isso."
Jamil Janene (PP), que tem entre seus focos a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), criticou o descompasso entre o prefeito e o presidente da empresa, Carlos Geirinhas. Em entrevista à rádio Paiquerê FM, Kireeff negou que a falta de recursos na companhia inviabilizaria serviços como limpeza no Calçadão e Bosque Municipal.
Kireeff delegou a Geirinhas uma resposta, mas o presidente confirmou a falta de orçamento. "Quem é o prefeito?", questionou o vereador. "Não é brincadeira. Eu estou com dó da cidade."
Mário Takahashi (PV) criticou a dificuldade em obter da prefeitura informações sobre áreas destinadas a praças onde a administração pretenderia instalar unidades escolares. Ele diz ter pedido informações à pasta no dia 21 de janeiro e reforçado durante fevereiro, mas que não obtém uma resposta desde 24 de fevereiro.
O vereador já travou embate com a CMTU, que se negava a encaminhar cópias de documentos devido ao grande volume, e solicitou uma tomada de contas na Secretaria de Saúde para averiguar os gastos com concurso público. "Se, no futuro, vier algum escândalo, não podem culpar a Câmara por omissão. A administração municipal não me oferece informações para fiscalizar e dar transparência."
Na defesa da prefeitura, Fabinho afirmou que é utópico solucionar todos os problemas de uma cidade do porte de Londrina e focou na fala de Jamil. "É mais fácil fazer um discurso e agredir a oferecer uma mão amiga." Em seguida, elencou uma série de obras em execução. Mesmo reconhecendo a importância das cobranças, afirma que, sem união entre vereadores e prefeito, "teremos mais uma administração como as passadas".


