O candidato à presidência da República pelo PSDC, José Maria Eymael, esteve ontem em Curitiba para cumprir rápida agenda de campanha. O empresário reuniu-se com lideranças sindicais, juízes classistas e um grupo de contabilistas, no final da tarde.
Consciente do seu pálido desempenho eleitoral diante dos principais adversários na briga pelo Palácio do Planalto, o presidente-candidato Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - e em todas as pesquisas sobre intenção de votos no País - Eymael apresentou seu programa de governo, a ‘‘Carta 27’’, um conjunto de ações consideradas prioritárias pelo candidato.
Eymael é o primeiro candidato do PSDC à presidência da República. O partido, que antes era intitulado PDC, extinguiu-se em 93 na fusão com o PDS, para a formação do PFL. ‘‘Nos reestruturamos. Essa é a primeira vez em 53 anos que a nosssa sigla, ligada à democracia cristã, participa da disputa presidencial’’, declarou.
Para Eymael, o momento é de recuperação da sigla. ‘‘Já tivemos 22 deputados federais, quatro senadores, 100 deputados estaduais, 700 prefeitos e 3 mil vereadores’’, contabilizou.
Desconhecido, o candidato a presidente pelo PSDC luta contra o anonimato, durante o horário eleitoral gratuito. Com 41 segundos, Eymael é aquele que aparece em cima de uma lancha em movimento num rio fazendo um discurso em defesa da família - à frente, um integrante leva a bandeira do partido desfraldada. ‘‘O curto espaço que disponho é a minha maior barreira’’, admite o candidato. Eymael disse que sua candidatura tem sido apontada como uma ‘‘alternativa’’ a Lula e Fernando Henrique. ‘‘A grande maioria não quer votar na reeleição do presidente, mas tem receio de votar no candidato do PT’’, avaliou.
Constituinte em 86, assim como Lula e Fernando Henrique Cardoso, José Maria Eymael classificou como tímida a performance dos adversários durante o processo de elaboração da última constituição, a de 88. ‘‘Eu aprovei 145 emendas para os trabalhadores. Sou o responsável pela emenda que garantiu aviso prévio de 30 dias. O Fernando Henrique Cardoso, que era senador, não votou isso nem no primeiro nem no segundo turno. O Lula defendeu até o fim a carga horária semanal de 40 horas. Eu consegui aprovar no Congresso a de 44 horas’’, considerou o candidato do PSDC.
Eymael classificou a administração do presidente Fernando Henrique de ‘‘equivocada’’. ‘‘O País está quebrado, de joelhos. O governo continua mantendo essa política predatória de importações’’, criticou. Para o presidenciável, o investimento de R$ 450 milhões nas novas moedas do Brasil, produzidas pelo Banco Central, é ‘‘prova de mau gerenciamento’’ dos recursos públicos. ‘‘O País está fragilizado com esta crise financeira. A nossa Carta 27 tem soluções para conter esse problema’’, assinalou Eymael, que já foi deputado federal em duas legislaturas pelo extinto PDC em São Paulo.Marcelo AlmeidaNa mangaJosé Maria Eymael: partido tem soluções para a crise nacionalLeandro Donatti

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