A possibilidade de exumação do corpo do ex-deputado federal José Janene (PP), morto em 2010, agitou os meios políticos na última semana. O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB), chegou a dar como certa a possibilidade depois de afirmar que a comissão teria recebido informações de que o ex-líder do PP na Câmara não estaria morto. Motta disse que um membro da CPI teria revelado que Stael Fernanda, ex-mulher de Janene, havia dito que o ex-marido estaria vivo. Ele até admitiu que iria à Justiça pedir a exumação do corpo do ex-deputado londrinense, mas voltou atrás após a reação de familiares de Janene e da comunidade muçulmana de Londrina.
Dois parentes de Janene refutaram o boato e classificaram Motta de "oportunista". Segundo eles, o ritual fúnebre de Janene seguiu os rituais do Islamismo. Antes do enterro, o corpo foi lavado pela família e envolto em véu virgem e, a partir deste momento, não pôde mais ser tocado. A Sociedade Muçulmana de Londrina também enviou correspondência à CPI questionando a necessidade da exumação.
Stael, que se divorciou de Janene em 2008, divulgou nota repudiando a informação de que o ex-marido teria forjado a própria morte. "Não posso deixar de me pronunciar neste momento, por entender ser um erro e uma maldade desumana que farão aos meus filhos, suas filhas e a toda comunidade muçulmana, se vierem a Londrina para um exumação despropositada para fins políticos. Tudo isto é desnecessário", afirmou em uma rede social.



- Investiga os desvios de dinheiro público de obras da Petrobras. O partido de Janene, PP, seria um dos beneficiados com propina de contratos superfaturados na estatal

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O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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