Extradição de Cacciola depende de Mônaco
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segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Renata Giraldi e Fabiana Futema<br>Folhapress 
São Paulo - O Itamaraty informou ontem que já enviou para Mônaco um pedido de prisão preventiva para fins de extradição contra Salvatore Cacciola. Foragido desde 2000, Cacciola foi preso no último sábado em Mônaco pela Interpol.
O pedido de extradição será apresentado pela ministra-conselheira Maria Laura da Rocha, da Embaixada do Brasil em Paris, para a Justiça de Mônaco, durante audiência com Cacciola, remarcada para hoje - estava prevista anteriormente para ontem.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que o adiamento dessa primeira audiência foi muito ''positivo'' para o Brasil. É que o Ministério da Justiça pretende concluir até sexta-feira a tradução para o francês do processo contra Cacciola.
Apesar do inicial otimismo, Tarso admitiu que o governo não pode garantir que vá conseguir a extradição do ex-banqueiro para o Brasil. Tarso afirmou que essa decisão depende do Principado de Mônaco.
''O governo tem todo interessa em liderar essa extradição. Fará todos os esforços. Faremos o possível, e dentro dos limites da lei para extraditá-lo'', disse Tarso.
O ministro admitiu também que o Brasil não tem um tratado de extradição com Mônaco e que por isso depende de um acordo de reciprocidade. ''Se amanhã a Justiça mantiver (o pedido de prisão com vias para a extradição), será sinal positivo de que a solicitação deve ser atendida.''
Em 2000, o Ministério Público pediu a prisão preventiva de Cacciola com receio de que o ex-banqueiro deixasse o país. Ele ficou na cadeia 37 dias, mas fugiu no mesmo ano, após receber liminar de Marco Aurélio Mello.


