No centro de eventos onde José Serra assistiu à derrota da seleção brasileira na Copa do Mundo, ao lado de correligionários paranaenses, o som das vuvuzelas continuou ecoando mesmo após o resultado desfavorável à seleção. Ao final da disputa, em um palanque improvisado sobre cadeiras, ele discursou ao lado de Beto Richa, Flávio Arns e Gustavo Fruet, arrancando aplausos e demonstrações efusivas dos presentes.
À imprensa, ele afirmou sentir-se frustrado com a derrota e manifestou vontade de dar um abraço nos jogadores. ''Temos que viver a tristeza, não há outra saída, mas com consciência de que o Brasil vai pra frente'', disse o candidato, que nos momentos finais do jogo levantou-se e postou-se sozinho em frente ao telão, na torcida por uma virada.
''O time dominou no primeiro tempo. No segundo tempo, o gol da Holanda foi acidental e o time perdeu confiança. Houve a expulsão (de Felipe Melo) e aí foi a receita para a derrota'', analisou.
Coberto por uma bandeira do Brasil durante quase toda a disputa, o tucano disse, após a desclassificação, que não era hora de julgar o técnico Dunga. E relembrou a derrota da seleção brasileira para o Uruguai no Maracanã, em 1950: ''Eu era criança, mas foi um grande trauma na minha vida''. (C.A)

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