Exposição de fotos lembra 20 anos da morte de Lacerda
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quarta-feira, 16 de julho de 1997
Agência Estado Rio de Janeiro 
A prefeitura do Rio abriu ontem uma exposição de fotografias para lembrar os 20 anos da morte do ex-governador Carlos Lacerda. Imagens de Lacerda em campanha ao governo do Estado da Guanabara na década de 60 e do encontro, em Portugal, em 1966, com o ex-presidente Juscelino Kubitschek, quando da criação da Frente Ampla para o combate ao regime militar, compõem a mostra de 140 fotos e 20 painéis exibidas no Palácio da Cidade, sede da prefeitura do Rio.
Lacerda conseguiu ser moderno em seu tempo e, com seu estilo audacioso, é lembrado hoje pelas suas obras e suas idéias, disse Cláudio Lacerda, sobrinho do ex-governador. Lacerda foi vereador e deputado federal por dois mandatos e, em 1960, foi eleito governador da Guanabara pela União Democrática Nacional (UDN). Depois de ter apoiado os militares no golpe de 1964, Lacerda rompeu com o regime. Lançou-se candidato à presidência da República pela UDN, mas teve seus direitos políticos cassados.
Sem poder ocupar um cargo eletivo e discordando do totalitarismo do regime militar, que proibia eleições democráticas, Lacerda idealizou a Frente Ampla, um movimento que reuniu Kubitschek, Renato Archer e Mário Covas, atual governador de São Paulo. Mas morreu em 21 de maio de 1967, aos 63 anos, antes de concretizar seu projeto.
O prefeito Luiz Paulo Conde (PFL) destacou a importância das realizações urbanísticas do primeiro governador da Guanabara, responsável pela construção do Aterro do Flamengo, de túneis, como o Rebouças, e de vários viadutos.


