Expectativa é que as coisas não piorem
Entre os profissionais consultados pela Folha, alguns se mostraram céticos e sem grandes expectativas em relação aos novos governantes, independente de quem vença as eleições.
''Quem for eleito presidente ou governador terá que lutar com unhas (quantas tiver) e dentes a partir de então, pois a campanha acabou e com ela se foi a imagem ilusória que cada um quis fazer de nosso futuro. Não haverá o que festejar. Os ranços de anos e anos de desmandos não se acabarão com a troca dos chefes. A cada eleição, porém, as esperanças renascem no povo mais sofrido, que sente o peso das injustiças e desigualdades a que está destinado'', pediu o professor aposentado e autor de cerca de 20 livros didáticos, Reinaldo Mathias Ferreira. ''O assistencialismo pela bolsa-esmola continuará sendo moeda de troca também para a próxima eleição. Seria bom que o primeiro ato do presidente fosse acabar com a possibilidade de reeleição para que caneta cheia do governante se afaste um pouco mais da campanha. De minha parte, espero apenas que nada piore, já que no Brasil há sempre um jeito de deixar as coisas piores'', concluiu Ferreira.
''Vejo com poucas esperanças nosso futuro, pois acabamos de ver que o salário mínimo, um horror, é debochado e acusado de causar prejuízos quando 80% do déficit previdenciário vem dos altos salários e aposentadorias dos servidores públicos e estatais, que aliás, aumentam de modo afrontoso seus ganhos e aposentadorias'', disse o médico Lincoln Brazil e Silva.
O microempreário Osvaldo Marconato Bosi também salientou a responsabilidade do povo em fiscalizar e cobrar os eleitos. ''Espero tambem do povo brasileiro, que deixe de ser apenas expectador torcendo pelo bandido e passe a participar da vida política, porque só assim, fiscalizando e cobrando é que teremos estados fortes, país forte e o povo vivendo melhor.'' (C.O.)





