Curitiba - Dois dias depois do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ter decidido derrubar a coligação PMDB/PSDB no Estado, correligionários das duas legendas ainda tentam reverter a situação fora da Justiça Eleitoral. Peemedebistas favoráveis à coligação já informaram que não vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A estratégia agora é tentar reverter o quadro com os próprios caciques nacionais do PSDB, ala que anulou a convenção estadual que oficializava a coligação. Extra-oficialmente, a notícia é que o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, enviaria até a tarde de hoje um documento ao TRE do Paraná revogando a decisão do diretório nacional sobre a convenção.
A assessoria de Jereissati não confirmou a informação, mas disse que o senador esteve reunido durante toda a tarde de ontem, em São Paulo, com o senador Sérgio Guerra e com o candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, para discutir assuntos relativos à campanha eleitoral e também ao ''caso paranaense''.
O vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) disse ontem que, a princípio, seu partido ainda trabalha para restabelecer a coligação. Mas que se o apelo feito aos membros nacionais do PSDB não vingar, a idéia é ''reprisar a chapa puro sangue'' com o governador. ''É o que estava ajustado em junho, antes da coligação. Eu saio como vice-governador novamente, o Paulo Pimentel (ex-presidente da Copel) como senador e o Renato Adur (ex-secretário estadual de Desenvolvimento Urbano) como primeiro suplente de senador'', conta Pessuti.
Sobre a possibilidade do vice-governador se lançar candidato ao Senado pelo PMDB, conforme anunciou o deputado estadual Nereu Moura (PMDB) anteontem, Pessuti confessou que ''pessoalmente não pleiteia a vaga''. Ele explicou ainda que estava viajando com a família quando foi chamado ontem pelo presidente do PMDB no Paraná, deputado estadual Dobrandino da Silva, e pelo secretário geral do partido no Estado, Luiz Cláudio Romanelli.
Ontem a coligação O Paraná da Verdade, encabeçada pelo candidato ao governo do Estado Osmar Dias (PDT), entrou no TRE com uma representação contra o governador Roberto Requião (PMDB), candidato à reeleição. O advogado da coligação O Paraná da Verdade no caso, Leandro Rosa, explicou que a representação é contra a propaganda feita pelo candidato peemedebista após o TRE ter derrubado a união PSDB/PMDB. ''A coligação não existe mais e por isso eles são obrigados a recolher os materiais de publicidade que divulgam de forma irregular o nome do Hermas Brandão como vice na chapa do Requião'', disse Rosa.
O advogado do PMDB Guilherme Gonçalves afirmou que considera a representação ''precipitada e ilegal'', já que o prazo para que o partido recorra da decisão do TRE sobre a coligação ainda não terminou. ''Nós optamos a princípio por não recorrer, mas isso não significa que não podemos mudar de idéia. E a lei prevê o efeito suspensivo, caso haja recurso'', argumentou Gonçalves. (Colaborou Andréa Bordinhão)

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