Foi exonerado nesta quinta-feira (29), o ex-secretário municipal do Trabalho, Emprego e Renda, Rodrigo Sotille. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a exoneração foi uma decisão interna e aconteceu devido a "falta de introsamento com a equipe". O nome do novo secretário ainda não foi anunciado. Segundo a assessoria, o prefeito Gerson Araújo estaria analisando se alguém vai acumular funções ou se vai indicar um novo nome.

Em entrevista ao Bonde, Sotille disse que ficou sabendo da decisão nesta manhã, quando chegou para trabalhar. "Ninguém me procurou, ou veio conversar comigo, quando cheguei hoje cedo na secretaria a exoneração estava lá".

De acordo com o ex-secretário, que foi indicado ao cargo durante a administração de José Joaquim Ribeiro, houve um boicote por parte do prefeito Gerson Araújo e de sua equipe. "Na verdade houve um grande boicote. Fui muito boicotado pelo prefeito e pelo chefe de gabinete. Um exemplo disso, é que eu sumi do núcleo de comunicação, tudo o que a secretaria fazia eu mesmo tinha que passar para a imprensa, porque a prefeitura não divulgava. O que eles queriam é que eu sentasse lá e tapasse buraco", disse Sotille.

Ao todo, Rodrigo Sotille ficou 115 dias no cargo. Segundo o ex-secretário, a falta de apoio fez com que ele pagasse do próprio bolso por alguns equipamentos. "Para levar o Sine para as feiras livres, por exemplo, depois de implorar apoio para várias secretarias e para o próprio prefeito, tive que comprar algumas coisas do meu próprio bolso. As tendas, as faixas, galões de água, garrafas de café... tenho a nota fiscal de tudo que comprova que eu precisei pagar para poder oferecer o serviço. Mesmo assim eu fiz, porque sabia que ia ser útil para a população".

A maior preocupação do ex-secretário no entanto, está relacionado com as finanças da pasta. Segundo ele, em 2008, o município recebia da União cerca de R$ 600 mil destinados à secretaria. Com os anos, o valor foi caindo e chegou a R$ 211 mil em 2012. "Eu fui a Brasília e consegui liberar com o Ministério do Trabalho uma verba de R$ 800 mil para a secretaria em 2013. Porém, para que esse valor seja liberado é preciso prestar contas desse valor até o dia 30, amanhã. Minha preocupação é de que isso não seja feito, após a minha saída".

De acordo com Sotille, caso a prestação do contas não seja feita, além de perder a nova verba de R$ 800 mil, o município ficaria impedido de receber também, os R$ 211 mil iniciais.

(Com informações da repórter Bruna Quintanilha, do Portal Bonde)

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