Exército reforça segurança no DF
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sábado, 26 de outubro de 2002
Gerusa Marques e Mariângela Gallucci<br>Agência Estado 
Brasília O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou ontem, em reunião administrativa, o envio de tropas do Exército para garantir a tranquilidade das eleições no Distrito Federal, hoje. O vice-presidente do TSE, ministro Sepúlveda Pertence, disse que a decisão foi tomada por iniciativa do próprio tribunal, que detectou um clima de tensão entre os militantes dos dois candidatos ao governo do DF, Joaquim Roriz (PMDB) e Geraldo Magela (PT).
O número de efetivos militares que serão colocados na rua ainda será definido pelo Comando Militar do Planalto. Em sua edição de ontem, o jornal Correio Braziliense adverte, na manchete principal, que a ''eleição em Brasília está sob suspeita'' porque o governo local se recusou a liberar policiais militares para acompanhar promotores na fiscalização das eleições.
Segundo o jornal, o Ministério Público temia que poderiam ocorrer irregularidades, tais como boca-de-urna e até compra de voto. Entretanto, ao anunciar a decisão de requisitar tropas do Exército para o DF, os ministros do TSE não fizeram referência específica a essa advertência do jornal.
A acirrada disputa na maioria dos governos estaduais e o risco de violência em algumas cidades levaram os ministros do TSE a autorizar também o envio de tropas federais para 11 Estados. Soldados do Exército deverão reforçar a segurança no Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins. No primeiro turno, 10 Estados contaram com a ajuda das tropas federais. Nenhum incidente grave foi registrado.


