Curitiba - Primeiro Curitiba. Depois Porto Alegre. Por fim, Brasília. Esse foi o caminho que a reportagem da Folha fez para tentar obter alguma informação junto aos militares sobre os arquivos do Paraná. A única informação que se tem, não confirmada, é que eles estão guardados na 5 Região Militar, em Curitiba. No quartel de Curitiba, a única coisa que o responsável pela comunicação social, major Carlos Augusto Secury Sydrião Ferreira, pôde dizer é que é preciso autorização superior para falar no assunto.
No Comando Militar do Sul, órgão máximo do Exército na região Sul do Brasil, a informação foi de que apenas o setor de comunicação social do Exército em Brasília, representado pelo coronel Ricardo Cunha, poderia ajudar a reportagem da Folha. Depois de argumentar que queríamos apenas algumas informações sobre os arquivos, muitas delas básicas, o coronel Ricardo foi enfático: ''Quem gerou a polêmica sobre os arquivos foi o governo (federal). Então agora só o Ministério da Defesa pode falar sobre isso.'' E o coronel Ricardo insistiu nisso mesmo depois de a Folha argumentar que a matéria não tem cunho político.
No Ministério da Defesa também não foi possível obter nada. Na assessoria de comunicação a informação foi de que a única pessoa apta a falar sobre isso é o ministro da Defesa, também vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva. Porém José Alencar não está dando entrevistas sobre o assunto. Novamente procurado, o coronel Ricardo aceitou então receber por e-mail as perguntas da Folha. Porém, a resposta do e-mail foi a mesma da primeira vez: ''Somente o Ministério da Defesa está falando deste assunto.''

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