Exército expõe projeto de reator a parlamentares
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sexta-feira, 20 de junho de 1997
Agência Estado Rio 
O reator de pesquisas nucleares planejado pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) poderá ser construído no campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no município de Seropédica, Grande Rio. Esta possibilidade foi discutida ontem, durante visita de parlamentares ao local onde está instalado o Intituto de Pesquisas Especiais do Exército (IPE), criado para viabilizar o reator. O vice-reitor da UFRRJ, Laerte Grisi, integrou a comitiva como convidado do chefe do CTEx, general Muniz de Aragão. Três universidades estão interessadas em fazer parceria conosco, declarou Aragão.
Ele se referia à própria UFRRJ, vizinha do CTEx, à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). Está totalmente descartada a hipótese de o reator ser construído aqui em Guaratiba (bairro da zona oeste do Rio onde está o CTEx), afirmou Aragão. As chances da UFRRJ se engajar no projeto aumentam por uma razão simples. A universidade está a aproximadamente 30 quilômetros do CTEx e sua escolha evitaria despesas com o transporte de equipamentos e a construção de laboratórios, já em funcionamento no IPE. Novas instalações, novos custos, observou Aragão.
Aragão tranquilizou os deputados federais Fernando Gabeira (PV-RJ), Jair Bolsonaro (PPB-RJ), Vanessa Felipe (PFL-RJ), Moisés Bennesby (PSDB-RO) e Agnelo Queiroz (PC do B-DF) ao garantir que o reator projetado é de baixa potência e não oferece riscos. No projeto já foram gastos R$ 70 milhões. O CTEx acredita que serão necessários mais R$ 25 milhões para que o reator esteja concluído em cinco anos. Cinco milhões por ano seria o ideal, mas nossa verba este ano é de apenas R$ 600 mil.


