JerusalémO exército israelense se retirou na noite de quinta-feira da cidade e do campo de refugiados de Jenin (Cisjordânia) e está preparando a evacuação de Nablus. No restante dos territórios, 10 palestinos morreram, ontem,
O exército israelense se retirou à noite de Jenin e deve fazê-lo até amanhã de Nablus e da maior parte de Ramallah, segundo o ministro da Defesa Binyamin Ben Eliezer. Para ele, a ofensiva na Cisjordânia empreendida a 29 de março havia ‘‘alcançado seus objetivos’’ e que agora era preciso ‘‘encontrar uma saída política’’ para o conflito. O exército continuava ocupando na noite de ontem três zonas urbanas autônomas da Cisjordânia – Belém, Nablus e Ramallah –, cidade onde o presidente palestino Yasser Arafat prossegue cercado nas ruínas de seu quartel general.
O presidente George W. Bush se declarou favorável a uma investigação para esclarecer o ocorrido no campo de refugiados de Jenín, onde não se sabe com precisão o número de palestinos mortos, mas Israel se opôs imediatamente à iniciativa.
Os palestinos acusam o exército de ter cometido um ‘‘massacre’’ em Jenin, o que Israel desmente. No campo, foi encontrado um sobrevivente que chegou a passar 10 dias sob os escombros de uma casa.
O Crescente Vermelho palestino informou que foram encontrados 26 corpos entre os escombros desde 15 de abril, entre eles os de quatro crianças, duas mulheres e duas pessoas idosas.
Esta contagem não inclui a dezena de corpos desenterrados ontem no pátio do hospital onde foram seputados provisoriamente.
Ben Eliezer afirmou que o exército israelense havia encontrado antes de retirar-se do campo um total de 48 corpos, ‘‘dos quais 45 usavam uniformes’’.

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