Buenos AiresO chefe do Exército argentino, Ricardo Brinzoni, não descartou uma intervenção caso se produza um estrondo social no país, mas afirmou que isto somente ocorrerá dentro ‘‘da Constituição e da lei’’. O militar advertiu que a Argentina ‘‘corre riscos de uma desordem maior’’ e observou que o Exército pode ‘‘cobrir objetivos’’ da polícia para deixar a essa instituição a tarefa de ‘‘restaurar a ordem’’.
Em declarações ao canal de televisão América, Brinzoni afirmou que o Exército respeita a lei e a Constituição ‘‘por vocação e convicção’’.
As declarações de Brinzoni se enquadram no agravamento da crise econômica e social na Argentina, que em dezembro passado, provocou saques a supermercados e atos de violência que levaram Fernando de la Rúa a renunciar à Presidência do país.
Desde que Eduardo Duhalde ficou a cargo do Executivo em 1 de janeiro correm rumores sobre a possibilidade de um golpe de Estado, mas isto sempre foi descartado pelas autoridades civis e militares.
Por sua vez, o chefe da Marinha, Joaquín Stella, também descartou que na Argentina possa haver um golpe de Estado e assegurou que essa possibilidade ‘‘significará a destruição das Forças Armadas’’.

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