Executivos entram com habeas corpus na Justiça Federal
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domingo, 16 de novembro de 2014
André Richter<br>Agência Brasil 
Brasília - Pelo menos nove executivos ligados a empreiteiras que tiveram prisão decretada na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, entraram ontem com pedidos de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre (RS), segunda instância da Justiça Federal. Três deles ainda não haviam sido presos, mas entraram com o pedido de revogação da prisão. Os pedidos devem ser analisados no plantão judiciário. Deflagrada anteontem, por determinação do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, a nova fase da operação prendeu 20 acusados, entre eles o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque.
Dos 25 mandados de prisão recedidos pela PF, quatro não foram cumpridos. Os policiais ainda não conseguiram localizar os executivos da Camargo Correa João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração, e Dalton dos Santos Avancini, diretor-presidente. Aldarico Negromonte Filho, acusado de ter ligações com o doleiro Alberto Youssef, e Fernando Antonio Falcão Soares são considerados foragidos. Eduardo Emerlino Leite, vice-presidente da Camargo Correa, estava preso em São Paulo e seria transferido para Curitiba na tarde de ontem.
Os demais presos que entraram com pedido de habeas corpus estão na superintendência da PF, em Curitiba. São eles: Alexandre Portela Barbosa, advogado da empreiteira OAS, Carlos Eduardo Strauch Albero, diretor da Engevix, José Aldelmário Pinheiro Filho, presidente da OAS, José Ricardo Nogueira Breghirolli, funcionário da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor da Área Internacional da OAS, e Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix.
Todos os presos foram levados, na madrugada de ontem, em um avião da Polícia Federal, para a Superintendência da PF em Curitiba, onde começaram a prestar depoimento ainda ontem, após passarem por exame de corpo delito. A maioria está sob regime de prisão temporária, que deve durar até a próxima terça-feira.
OAS
Os advogados de cinco executivos ligados à empreiteira OAS pediram ontem ao juiz Sérgio Moro que seja garantido o acesso da defesa aos investigados, presos em Curitiba. Os advogados alegam que não conseguiram contato direto com José Adelmário Pinheiro Filho, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, Alexandre Portella Barbosa, José Ricardo Nogueira Breghirolli e Agenor Franklin Magalhães Medeiros.
No pedido, eles queriam que fosse garantido o acesso aos acusados em sala reservada, além de entrevista prévia, antes dos interrogatórios. O pedido seria analisado pelo juiz plantonista da Justiça Federal em Curitiba.


