Executivo promete não fazer mais doações a partidos
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sábado, 22 de novembro de 2014
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Rubens Chueire Jr.
Reportagem Local
Curitiba - Em petição impetrada na Justiça Federal do Paraná na tarde de ontem, a defesa do executivo e vice-presidente da empreiteira Mendes Júnior, Sérgio Cunha Mendes, solicitou que a prisão preventiva de seu cliente seja convertida em medida cautelar e, para isso, se compromete a cumprir uma série de medidas. Entre elas, o compromisso de não fazer, pessoalmente ou através da empresa Mendes Júnior, doações a partidos políticos; e também o compromisso de não participar, pessoalmente ou através da Mendes Júnior, de qualquer espécie de cartel para direcionamento de licitações públicas.
Em depoimento prestado na última terça-feira, Sérgio Mendes, admitiu ter pago propina no valor total de R$ 8 milhões em quatro parcelas, no período entre março de 2011 a setembro de 2011, para empresas de propriedade do doleiro Alberto Youssef. A Mendes Júnior fez parte do consórcio que venceu uma das licitações para a construção de uma unidade da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), em 2009. Ao todo, conforme detalhado pelo Ministério Público Federal (MPF), foram pagos R$ 32 milhões de vantagem indevida a agentes públicos por empreiteiras que participaram de duas obras na Repar.
Devido à complexidade do caso, o juiz Sérgio Moro, abriu vistas para que o MPF se manifeste em até cinco dias sobre o pedido feito pela defesa de Mendes.
O empresário também se comprometeu a não manter contato, por qualquer meio, com outros dirigentes de empreiteiras investigados; fica proibido de viajar para o exterior sem autorização judicial; a comparecer em todos os atos do inquérito e de eventual ação penal perante a 13ª Vara Federal Criminal, em Curitiba, sempre que intimado; e fornecer todos os livros e documentos contábeis solicitados pela Polícia Federal ou pela Justiça Federal, para fins de análise e perícia, necessárias à investigação.
Sérgio Mendes, inclusive, já entregou seu passaporte para a Justiça Federal. ``É um pedido que a Justiça vai apreciar, fica a critério dela decidir. São alternativas que foram colocadas para o caso. No pedido coloquei todas as alternativas que podem evitar qualquer fato semelhante aqueles objeto da versão da acusação. A Mendes Júnior não fez nenhuma doação para a campanha de 2014, em anos anteriores fez e estão registrados na Justiça Eleitoral. Meu cliente foi fiel aos fatos e deu a informação que tinha que dar para contribuir para a investigação, que é o principal propósito do Sérgio e da Mendes Júnior. Ele (o Executivo) está bem na medida do possível, não existe cadeia boa´´, ressaltou o advogado Marcelo Leonardo.


