Brasília Dentre as principais readequações do governo federal para o Orçamento de 2002 está a previsão de um corte de R$ 1,5 bilhão nas despesas de custeio e investimento do Poder Executivo. Esta diminuição não estava na programação do governo tucano até o final de julho deste ano.
O corte vai ajudá-lo a cumprir o aumento da meta do superávit primário do setor público consolidado de 3,75% para cerca de 4% do PIB em 2002. A redução dos gastos está prevista na proposta orçamentária enviada pelo Ministério do Planejamento ao Congresso Nacional na semana passada. O decreto de contingenciamento prevê que as despesas somariam este ano R$ 144,9 bilhões. A proposta orçamentária, no entanto, reprogramou esses gastos para R$ 143,4 bilhões.
A medida procura assegurar ao Poder Executivo o cumprimento das metas acertadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sem que o governo tenha necessariamente que aumentar a sua receita. Ainda que este aumento da receita bruta também tenha uma perspectiva de aumento de R$ 239,2 bilhões para R$ 240 bilhões. O corte na despesa e o aumento das receitas, ainda que não sejam exatamente os previstos ou calculados, podem assegurar com alguma folga ao cumprimento do novo superávit acertado com o FMI.

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