Executivo já teve bens bloqueados
Celso Sabóia assume a presidência do Banestado após ter passado quase quatro anos com todos os bens pessoais bloqueados pelo Banco Central devido à liquidação extrajudicial do Badep, em março de 1991. Quando houve a extinção do banco, Sabóia já figurava como ex-presidente, (foi presidente entre 1987 até 1990) mas, mesmo assim, a lei o atingiu de raspão e ele engrossou a lista dos cerca de 50 diretores e membros do governo que ficaram com os bens indisponíveis. Segundo Sabóia, a grande maioria já conseguiu liberar os bens, devido a uma sentença judicial que determinou o arquivamento do processo, no final do governo Roberto Requião. Há ainda um recurso ajuizado no Tribunal Superior de Justiça que questiona os honorários que devem ser pagos aos advogados da causa. Em sua casa, onde passou a tarde de ontem, Celso Sabóia falou, por telefone, à Folha.
Folha - O senhor está preparado para enfrentar o período, que deve ser o mais agitado para o processo de privatização do Banestado?
Celso Sabóia - Olha, eu acumulei muita experiência nesta área. O meu currículo comprova isso. Mas já tenho quase 80 anos. Confesso que eles (governo) me pegaram no grito.
Folha - O senhor aceitou o convite de pronto?
Sabóia - A gente estava conversando, mas agora que está tudo nos jornais, acho que não tem mais jeito.
Folha - O senhor não teme ter os bens colocados em indisponibilidade novamente?
Sabóia - ...Risos...

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